sexta-feira, 29 de julho de 2011

O errante.

     O que lhe trouxe até aqui? O que acha sobre a existência do tal destino? O que acha do poder da decisão?
     Assumindo o erro eu afirmo com certeza que nada disso existe, ou se existe, tem um Deus. Um Deus que não prega o amor, um Deus que não prega o fim e que não prega ordem... Mas um Deus que prega a dureza perante tudo. Impossível! Por conta do que ele é, ele não existe.
     Por que um dia eu tenho o valor de horas agradáveis e no outro eu não tenho espaço em uma agenda vazia? Diante de tudo é mais do que óbvio que ser racional é doloroso, é infeliz. E tendo exemplos para todos os lados que aponto, tudo deixa apenas a luz da espera... A luz de infinitos sentidos que nunca serve de guia inteligente mas proporciona minutos ou horas de esquecimento; Esquecendo da dor que perturba o sono. 
     Palavras são lançadas após a noite que nunca acaba e tudo se fixa em um chão com vida, que anda em direção contrária a você, te fazendo tentar pouco até desistir e deixa-lo te levar. O pior disso é que você escolher em que chão pisar, mas somente depois de noites começa a querer pensar. Pronto.
     O que é a bipolaridade? 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Um brinde a nobreza?

     Quando uma falsa ilusão é alimentada em nosso interior e deixamos de viver na nobreza, baseando a nossa vida em outro fundamento, podemos ter a certeza de que vamos encontrar somente espinhos para nos ferir.
     A vida nobre que estou mencionando nesse texto, não é aquela que os homens brindam em taças de cristal, com bebidas de finíssimo rótulo. Também não é aquela vida nobre que tem os que vivem nas mansões luxuosas, ou nos palácios onde se brinda a realeza daqueles que possuem fortunas.
     Muitas vezes brindamos a fortuna, o poder, a fama, o status e, às vezes, brindamos o nosso luxo, o conforto e toda regalia que a vida nos oferece. Porém, precisamos brindar a vida. Isso é ótimo! Todos nós temos o direito de viver a vida em sua plenitude, mas nunca devemos nos esquecer que tudo deve ser conquistado dentro de seus próprios princípios que chegam a ser divinos, aquele seu princípio onde só você encontra sua verdadeira paz  com integridade e com amor, do contrário estaremos brindando o nosso fracasso. A vida é como um produto perecível, se não for bem cuidada, perde a validade.
     Por esse motivo a nobreza que menciono nesse artigo é aquela vida que pode ser vivida mesmo em um casebre, onde podemos apenas tomar um cafezinho numa caneca de alumínio. Naquela casinha, onde pra entrar, tiramos o sapato apenas por educação, porque não vamos pisar em um tapete aveludado, mas sim em um simples piso, talvez todo empoeirado.
     Até mesmo seu tão falado Cristo disse um dia para seus seguidores que o "reino de Deus" não está aqui, ou ali, mas está dentro de cada um de nós. O sentido das suas palavras era com referência a nossa pureza interior, nossa nobreza. Viver de maneira nobre é brindar a vida por tudo àquilo que ela nos oferece. Viver na nobreza é deitar em nossa cama, no silêncio da noite, e ter um sono suave por não ter nada que nos acuse. Viver de maneira nobre é despertar de manhã com o sorriso de felicidade e brindar por mais um dia que vamos viver.
     Vida nobre é vida simples! É humildade e amor. É viver a transcendência. Portanto meus amigos, brindar a fortuna, o conforto, o poder, o status ou a fama, faz parte da vida. O que nunca devemos brindar é a falsa ilusão em nosso interior. Isso é entrar pelo caminho errado. Isso é brindar o fracasso.


quarta-feira, 1 de junho de 2011

A capacitação...

     "O racionalismo que se define o raciocínio onde o ser humano tem capacidade de conhecer a doutrina, a razão humana, a capacidade de seus conhecimentos, com isso se adquire estabelecer a verdade considerando a razão. Calarei os maldizentes continuando a viver bem; eis o melhor uso que podemos fazer da maledicência."

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ignorância e amor, felicidade com verdade

     Se lembra quando começou a usar o computador e escolheu a fonte “Arial”? De alguma forma aquela letra te cativava mais que as outras... Você podia até  sentir até uma certa e oculta imposição nessa parte... Correto? Se lembra quando começou a comer e de alguma forma (bruta, tranqüila ou disfarçada) seus pais te alimentaram de uma forma que você não seja gordo? Se lembra de quando você saiu dos livros infantis e foi para a velha e atual literatura expansiva? E quando finalmente entrou para o maternal como todas as crianças da sua rua ou do seu condomínio e aprendeu o que é universo e logo depois que nele há um só Sistema Solar? Voltando na pergunta em relação à literatura... Você como todos os leigos e “não leigos” considera a literatura como uma grande fuga disso que chama de realidade, uma forma de se esquivar socialmente e expandir seu subconsciente de uma forma concreta ou para fazer a tal diferença provando a si mesmo?
     E como alguém poderia comprovar sua diferença? Vendo novela nas 8? Lendo romances? Acreditando no sensacionalismo de qualquer canal fechado? Torcendo por um dos “sortudos” de qualquer Reality Show que seja? Sento assaltado? Matando? Roubando? Obtendo o sonho de ser um astro do rock? Fazer teatro pensando em notas de 0 a 10 impostos pelo amor da sua vida chamado mídia? Dormindo? Sonhando sem agir? Namorando? Fazendo planos falsos para você seguir? Prometendo sonhos falsos para outra pessoa que você acha que a eternidade dura ao lado dela? Quem é você? O que você fez? E... o que você faz? Já que você é tudo isso e muito mais, obviamente deve ter percebido que o “amor” move o mundo e deve ter concordado imediatamente! Claro, pois você é uma pessoa culta e, portanto não perde tempo com aquele sensacionalismo de televisão e etc. Afinal de contas você não é alienado, mas crê sim no amor, porque o amor é a única forma de fazer do mundo um mundo melhor, pois ele é incontrolável, se cria naturalmente no coração humano e não há imposição que possa controlá-lo. Você com certeza tem a capacidade de confiar plenamente e arriscar seu tempo e paciência por uma “coisa” que a menos não pode se quer tocar, saber o verdadeiro sentido e principalmente esconder.                                                                     
     De onde veio esse seu amor que tanto divulga? Como você conseguiu obter a habilidade de amar com tanta certeza outro ser como você que não seja do seu mesmo sangue? Aonde você aprendeu a amar alguém fora de casa? Um homem que se apaixona por uma mulher (ou vice versa) pode com evidência sentir os lábios se secando juntamente com a parte externa da boca, as mãos trêmulas, um susto inigualável aos outros, a pupila dilatando, uma atenção totalmente focada e por último seu cérebro mandando uma reação química ao coração e o sentindo disparar com uma força e rapidez fora do comum... Pronto, depois de sentir o coração assim você tem certeza que está amando! Não é verdade? [...] Desta vez em outra situação: Você está caminhando sozinho pela rua para ir cumprir algumas de suas obrigações quando der repente surge um assaltante perigosíssimo e armado, imediatamente pode com evidência sentir os lábios se secando juntamente com a parte externa da boca, as mãos trêmulas, um susto inigualável aos outros, a pupila dilatando, uma atenção focada e por último seu cérebro mandando uma reação química ao seu coração e você o sente disparar com uma força e rapidez fora do comum. Você está apaixonado pelo assaltante? Então por que sentiu a mesma coisa? Como você agora pode diferenciar o que amor e o que não é? Deixe-me adivinhar: Você aprendeu assim!?!?! Hmmm...
     Talvez (nesse exato momento) deva ter raciocinado e percebido que sua inteligente atitude de não ligar a televisão e até aquela sua confiável literatura com sua personalidade esperta e não alienada acabou te alienando ao decorrer do tempo e te influenciado a ser traído por si mesmo, traído pelo seu próprio lindo amor... Como em todas as histórias de costume.
     Parabéns a você amante que obtém a certeza que sempre está ganhando! Você também é subconscientemente sozinho.

sábado, 9 de abril de 2011

A morte

      "A morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo!
      Você combinou de jantar com a namorada,  está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia: MORRER!!!
A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física,
quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora
de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...  De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway,  numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis. Qual é?
      Morrer é um chiste. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém,  sem ter dançado com a garota mais linda,  sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas.
      Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.
      Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã.  Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz.
      Mas antes de viver tudo? Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça. Por isso viva tudo que há para viver.  Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida... Perdoe... Sempre!
Adiar...Adiar...Adiar...será sempre o melhor dos caminhos?"

Pedro Bial